Fui ver este filme na sexta feira com a minha irmã. Eu sou um fã assumido de todos os filmes do Rocky. Ela não, ou melhor, ela não era. Parece que gostou. Quem não gosta de Rocky Balboa, The Italian Stallion, ele é a personagem de cinema mais bacana do mundo, é impossível não gostar dele, é impossível não fechar as mãos no combate final e dar socos incontrolavelmente na atmosfera, é impossível não fazer força na barriga de cada vez que vai ao chão na esperança de o ajudar a levantar, é impossível não reparar que está velho... mas ainda deu uma peras valentes ao mangas de 22 anos, é tramado o Rocko.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
Eliseu
Hoje lembrei-me do momento da minha vida, o único, em que me senti o ser mais inteligente do mundo. Encontrei o Professor Eliseu. Foi à frente do Pingo Doce, não que ele tivesse ido ás compras, e eu também não, calhou. Houve o comprimento, o reparar na muleta (para quem não sabe porque ando de muletas, faz favor de ler o primeiro post), e a pergunta, a puta da pergunta, foda-se eu sonho com esta merda, as pessoas em fila Indiana a cumprimentarem-me e a perguntar: "Então, o que é que te aconteceu?", e a fila do lado, aquelas que já sabem o que me aconteceu a perguntar: "Então, estás melhor?", epá há pessoas que perguntam isto todos os dias, quando não calha nos cruzarmos duas vezes no mesmo dia. Eu já não sei o que responder. "Sim, estou melhor, obrigado.", ou "Estou a melhorar, isto agora vai com o tempo, devagarinho", ou até "Está melhor, agora só daqui a um mês é que estou bom.", na esperança de pararem de perguntar por algum tempo.
O momento que referi leva-me ao tempo de aluno do 11º ano na escola Machado de Castro... os tempos de aluno da escola Machado de Castro. Bom, estava eu e o resto da turma na aula de Física, a ser leccionados pelo professor Eliseu, ora bem, o professor Eliseu é a pessoa mais culta e inteligente que conheci até hoje, o homem sabe tudo. Literalmente. Para além de saber tudo sobre Física, sabia tudo sobre matemática, português, biologia, educação física, tachos, politica, panelas, todo e qualquer tipo de desporto, história, música, cinema, filosofia... até fazia confusão. Um belo dia, estava o professor Eliseu a leccionar, quando se enganou num exercício, claro está, ninguém estava a contar com isso, portanto ninguém reparou, ninguém exepto o Manuel. Fiquei a olhar para o quadro com muita atenção, podia estar a ver mal, mas não, tinha a certeza que o Eliseu se tinha enganado. Era agora ou nunca, VOU CORRIGIR O PROFESSOR ELISEU.
"Professor", chamei muito hesitante.
"Sim Manuel, diz."
Hesitei novamente.
"Acho que se enganou..."
Neste momento tudo se calou, e todos dirigiram as córneas na minha direcção. Desejei nunca ter aberto a boca. Ia ser humilhado... mas quem se risse ia levar umas cabeçadas lá fora, porque eu não sou nenhum menino, eu sou fodido.
"O passo final do exercício 7.2 está mal, acho que os 23.7 quando passaram para o outro lado, deviam ir para o denominador."
...
"Oh Manuel" disse ele na direcção do quadro. Aqui já estava convencido que me tinha enganado e que afinal não ia bater em ninguém, porque os que se estavam a rir eram os maiores que eu. Porra!!
"Tens toda a razão!!"
...
Senti-me grande, enorme, naquele momento eu respondia a qualquer pergunta. Força bandalhos, perguntem qualquer coisa vá! Eu respondo correctamente! Eu sou aquele que corrige o Eliseu!!! Ah ah ahaaha!!!
Esta sensação durou 5 minutos.
O Professor Eliseu mandou-me ao quadro fazer o exercício 9...
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
Olha como ela cai!
Está de chuva. Só por isso já me faz confusão. Por mim era um mês de Inverno e o resto do ano Verão, não havia cá essas mariquices que são as estações Primavera e Outono, comigo é ou sim ou sopas, foda-se. O que é essa merda de ver as folhas, ou as flores, a crescer na Primavera e a cair no Outono? Quem gosta disto? Quem é o anormal que gosta disto???
Só um mês de Inverno porquê? Porque há muita gente que deve ganhar dinheiro com isso. Eu explico.
Existem pessoas, que quando começa a chover abrem o chapéu, tudo muito normal até aqui, mas depois, algumas dessas pessoas mantêm o chapéu aberto quando pára e chover, outras não, e outras nem se quer o abrem. Isto não é normal. Ora bem, a explicação é simples, apostas!! E tudo nas minhas costas, bandidos!!
O pessoal reúne-se todo na Padaria do Povo e aposta:
O pessoal reúne-se todo na Padaria do Povo e aposta:
"Isto hoje vai começar a chover, pára um bocadinho, mas depois começa logo outra vez!! Nem vai ser preciso fechar o chapéu! Aposto cinquenta euros!!"
Dispara o outro:
"Na na, vai estar de chuva sim senhor, mas quando parar não volta a chover! Vou cobrir a tua aposta. Nos dois sentidos."
No fundo da sala está o pior de todos, aquele que anda à chuva com o chapéu fechado na mão, que diz o seguinte:
"Eu quando sair daqui vai estar a chover, epá mas passado um ou dois minutos pára! Para quê abrir o chapéu? Não vai ser preciso!! Aposto cem euros!!!"
Neste, como em todos os outros jogos, há os batoteiros. Curiosamente, são todos meus conhecidos e fazem questão de me foder. Aquele que vai com o chapéu aberto, e chuva nem vê-la, á espera que comece a chover, para estar mais um tempo na rua a ver se ganha a aposta, faz questão de me falar, e eu para não ser mal educado paro e converso um pouco com o infeliz, e ficamos os dois a conversar debaixo do chapéu, sequinho. Outro é aquele que vem com o chapéu na mão, há o comprimento, e a chuva começa a cair. E abrir o chapéu, não? Ó abrias-los! Ficamos ali os dois a conversar, de molho.
...Vai começar o Benfica...
Mas antes uma curiosidade, Frank Sinatra, claramente um apostador ganhador:
I´m singin´ in the rain
Just singin´ in the rain,
What a glorious feeling,
I´m happy again.
...
O Salazar é que sabe!
Uma das grandes lacunas deste blog, é ser feito por mim. As ideias e os textos até aqui, todos os sete, foram fabricados pelo Manuel. Grande lacuna pá. Outra era escrever os textos alinhados à esquerda, a partir de agora vão ser justificados. Só para ter uma justificação. Portanto, decidi fazer referência a alguns posts de blogs francamente melhores, ou roubar ideias, como queiram. Será um "Posts of Blogs Best Off". Porém, não vai deixar de ser um Best Off de posts seleccionados por mim, o que invalida qualquer tipo de veracidade quanto aquela coisa de serem os melhores posts. O seguinte post, que encontrei no blog de Filipe Homem Fonseca (http://fhf.blogspot.com/), é relativo ás revistas femininas no tempo do Salazar, ou de Salazar?? É mesmo do Salazar.

(Aumente a imagem clicando na mesma)
Fazia-me muita confusão quando ouvia pessoas, em grande maioria homens, ou só os homens mesmo, a dizerem em voz alta que o que falta neste país é um Salazar em cada esquina. Fazia. Depois de ler isto, compreendo isto:
http://www.youtube.com/watch?v=zBMceoX7f_U
"Concorda com a eleição de Salazar para Melhor Português de Sempre?
Uiii de que maneira, quem mo dera cá outra vez. Quem mo dera cá outra vez. Não havia de ser um, havia de ser era logo dez ou vinte Salazares quéra pa endireitar o nosso país que está na merda"
Endireitar não é??? O Salazar é que sabe!
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
Onde é que vamos hoje??
Aqui á dias fui à feira. Digo fui "à feira" porque sei que não é necessário especificar a qual feira, são todas iguais, embora geograficamente diferentes, portanto não faz sentido dizer que fui "à feira de Azeitão" ou "à feira de Coina", e aprendi. Aprendi de maneira prática e directa, não à cá explicações metafóricas, eufémicas ou egocêntricas como se vê na maioria dos professores no ensino escolar e universitário. Os ciganos são muito melhores. Vou tentar explicar esta afirmação, que parece muito parva para alguns, racistas! Confesso que nem ia com o espírito para aprender fosse o que fosse quando me encaminhava para a feira, feitios. De começo nem me apercebi, devo ter entrado por um lado cuja a raça caucasiana se encontrava em maioria, mas à medida em que me entranhava para o meio da feira, os subúrbios, apercebi-me que todo um sistema de ensino em Portugal deveria ser alterado, tudo bem, toda gente sabe isso, mas a solução, a solução são os ciganos, a raça cigana, os lelos! A diferença é que na parte dos brancos, para venderem o seu produto, faziam a propaganda de forma capitalista, só interessa o lucro, "dois pares de meias, um euro", "a calça da Leves, quinze euros", "olhó sapato por cinco euros", na parte dos ciganos coisa é diferente, a vontade de vender está lá, mas não de maneira tão egoísta como a dos brancos, há preocupação para que o cliente não seja enganado, há uma explicação em relação ao preço que está a ser atribuído a determinado produto, há berros, também há berros, muitos, mas é porque eles sabem que nem toda a gente é perfeita, então e os surdos? Não têm direito a explicações? Mas quais explicações caramba?? Reparem então na diferença. Enquanto que um branco diz "dois pares de meias, um euro" o cigano diz "dois pares de meias, um éró, olhe que é um éró, dona" a educação, o repetir o preço para o caso de não ter percebido à primeira, isto é declaradamente a preocupação em cuecas. Enquanto que um branco diz "a calça da Leves, quinze euros" o cigano diz "Olhá calça da Levis a quinze euros, não são vinte nem vinte e cinco, são quinze". Enquanto que um branco diz "olhó sapato por cinco euros" a cigana diz "Qual é o seu número, menina" reparem, ainda antes da "menina" de 70 anos, simpática pá, ter intenção de comprar o sapato, a cigana já se preocupa em vender o número certo, ainda antes de ter visto o dinheiro caraças!! "Eu calço o 38", "o 38?! Tenho aqui um sapato tão bonito", e era mesmo bonito o raio do sapato, eu vi, a senhora experimentou o sapato, assentava-lhe que nem uma luva... um sorriso, ficou radiante, de repente a expressão "menina" ganhou todo um sentido, mas a cigana não se ficou por aqui, até na hora de pagar fez questão que a "menina" fosse embora sem qualquer tipo de dúvida, "são 5 érós "menina", uma nota só" aqui podia haver burla, hesitei quanto à seriedade da cigana, "uma nota só", a "menina" podia não ter ouvido a primeira parte e só ter ouvido a segunda, foi o que aconteceu, a "menina" sacou de uma nota de 10 euros e deu à cigana, pensei que iria ser o fim, mas não, a cigana mais uma vez fez questão de me dar um soco na barriga... "dez érós, cinco e cinco, dez, tem aqui cinco érós de troco, obrigadinha", a cigana ao perceber que a "menina" podia ter entendido mal o preço, fez questão de lhe dizer o valor da nota que lhe deu, e... matemática, "cinco e cinco, dez"... "cinco érós de troco", momento mágico.
Quando fui embora fiquei com o sentimento de culpa, podia muito bem ter ido à praia, até porque estava um bonito dia de sol.
Quando fui embora fiquei com o sentimento de culpa, podia muito bem ter ido à praia, até porque estava um bonito dia de sol.
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Subscrever:
Comentários (Atom)

