sexta-feira, 9 de março de 2007

The tension was unbearable... sim, sim, antes fosse!

... "Bolas, não fossem os barros de arroz e tudo isto seria verídico" disse Inês ao reparar nos pontinhos brancos espalhados pelo corredor. Era um corredor comprido, cheio de luz, o sol de verão assim o obrigava. Inês gostava de o ver assim, iluminado naturalmente, escusava carregar no interruptor para que as lâmpadas colocadas pelo Sr. Francisco dois meses antes, retirassem toda a sua naturalidade, transformando-o num corredor situado num qualquer mundo artificial. Manias de rapariga com dois apelidos.
Dirigiu-se hesitante até á arrecadação onde tinha uma vassoura de madeira. Junto dela, estava cheio de pó um pacote de canetas, antigamente fazia colecção. Pegou na vassoura, e enquanto caminhava ao encontro do corredor imaginou como tudo aquilo tinha começado:

Corria o ano de 98, 1998 portanto, curiosamente a situação em cima relatada também foi corrida em 98, olha que há lá coisas... lembro-me agora que foi no mesmo mês e no mesmo dia, só que de manhã. Em cima já era de tarde. Inês, rapariga solitária, mas bem boa, tinha por hábito alucinar. Alucinava de manhã, e alucinava de tarde, guardava a noite para dormir. Estava a Inês a falar com o Fernando, amiguinho imaginário desse dia, quando este lhe perguntou:

"Inês, não temes represálias por parte do teu tio pois não?"

Preocupada com a maneira de como iria colocar a voz, respondeu:

"Lá em casa, existe um corredor tão bonito... queres ir ver?"

Responde Fernando:

"Hummm... sim!"

Inês levantou-se e foi almoçar. Estava com fome.

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